quarta-feira, 20 de maio de 2009

VALORAÇÃO DE DANO AMBIENTAL DA QUEIMADA DE CANAVIAL



por Dr. Georges Kaskantzis.
O meio ambiente transforma-se naturalmente com o tempo. As atividades culturais, econômicas e sociais do homem influenciam a evolução do meio ambiente e originam impactos benéficos e prejudiciais sobre o mesmo. Os impactos negativos são danos ambientais insignificantes ou significativos alteram os recursos naturais.
O dano ambiental acontece quando determinada ação, omissão ou atividade humana produz uma alteração desfavorável no sistema ambiental. O dano ambiental pode ser analisado por quatros aspectos: manifestação; efeitos; causas e agentes implicados. Esses aspectos são utilizados como referência para avaliar as implicações ecológicas e econômicas do dano ambiental.
As alterações que o dano ambiental causa no ambiente afetam o meio físico e o social. O dano social causa a perda de benefícios fornecidos pelos recursos naturais. O capital natural fornece à sociedade uma série de serviços ambientais, fluxos de matérias e de energia que garantem e melhoram o bem estar da população.
A valoração econômica do dano ambiental deve considerar dois componentes: o dano biofísico e o dano social. O dano biofísico diz respeito às alterações originadas no meio que provocam a deterioração das características dos recursos naturais. O dano social está relacionado aos prejuízos causados à sociedade pela perda ou redução dos bens e serviços ambientais fornecidos pelo capital natural.
Para determinar o dano biofísico é necessário avaliar o tipo da alteração provocada e sua relação com o meio afetado, considerando as suas características e composição no local e na região de influência do impacto. Assim, é necessário caracterizar o recurso afetado e avaliar o nível do seu estado de conservação antes e depois do dano.
A recuperação do estado inicial de conservação do recurso afetado pelo dano implica na execução de uma série de atividades que demandam tempo, materiais e mão de obra. Os custos financeiros desses insumos devem ser cobertos pelo causador da lesão e dependem da magnitude do impacto, do tempo de recuperação do recurso afetado e do nível de restauração desejado.
Para estimar os custos do dano social é necessário conhecer os benefícios que derivam do recurso afetado, antes e depois do dano, para então fazer a valoração econômica. Portanto, é necessário identificar os custos das atividades de recuperação necessárias para conduzir o sistema ambiental ao seu estado inicial de conservação.
As implicações sociais do dano estão relacionadas às perdas de benefícios que derivam dos recursos afetados e custos adicionais que incorrem sobre a população devido aos efeitos adversos decorrentes pela alteração do ambiente, tais como: tratamentos de saúde; perda de renda; de salário e de visitação.
Concluí-se que o dano ambiental provoca alterações desfavoráveis no meio ambiente, e para quantificá-lo é necessário conhecer as características do meio e fazer a contabilidade do capital natural, assim como, dos benefícios que fornece à sociedade. http://geo-kas.blogspot.com

Georges Kaskantzis Neto é professor associado da Universidade Federal do Paraná é atua na área de avaliação e
valoração de danos ambientais, perícia ambiental, análise de riscos, investigação de acidentes ambientais, indústria
do petróleo. Realiza estudos técnico, científicos e consultoria para empresas privadas e instituições públicas do país
e do exterior. kaska@ufpr.br
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